Aracaju e o aedes…

Publicado em:Mosaico, blog- jul 13, 2016 Nenhum comentário

Outro dia ouvi uma constatação inteligente: “- A natureza sabe o que faz! Imagine, dra. Ana, se o mosquito da dengue gostasse de água suja! E em Aracaju com tantos canais?”

É estaríamos perdidos com certeza. Acredito que uma epidemia deste tipo, com os problemas sanitários que temos no Brasil, seria letal. Que sorte! Deus é mesmo brasileiro, pensei.

Mas voltando aos canais, considero lamentável para a paisagem aracajuana o tratamento dispensado aos nossos canais. Essa opção de tratá-los como valas naturais de esgotamento, e não como elementos paisagísticos da cidade, foi crucial na sua gênese. Em nenhum deles foram preservadas as margens livres para arborização e estão, hoje, via de regra reféns das invasões ou foram fechados!

E onde continuam abertos são vistos como vala de dejetos e continuamos,  há décadas, observando a quantidade de lixo jogada neles.  Esquece a população do perigo do refluxo das marés em canais infectados em épocas de enchentes reforçadas pelo acúmulo de sujeira. É o que assistimos hoje com o transbordamento em alguns pontos da cidade.

Sabemos que é tradicional a utilização de canais para o esgotamento pluvial das cidades. Porém melhor destino tiveram os canais de Amsterdã  que  são, também, utilizados como atração turística e com o seu inteligente sistema de comportas regula as marés do Atlântico Norte.


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