Projeto Arquitetônico

Publicado em:Mosaico, Publicações, blog- jan 19, 2011 Nenhum comentário

E chegamos novamente ao final de janeiro, tradicionalmente o mês das boas intenções, quando paramos para pensar e prometemos contritos uma série de coisas como não fumar nunca mais, beber pouco… dietas então,  estão sempre no topo da lista de quase  todos nós  depois da extravagância das festas de fim de ano.

Nas empresas executivos se reúnem  traçam metas e elaboram o Planejamento Estratégico já para o ano que vem, ferramenta considerada  fundamental para o desempenho financeiro e o alcance de metas pré-fixadas.

É vivemos a era da revalorização do planejamento e da organização, após décadas de contestação e desconstrutivismos.

Para nós, geração do é proibido proibir, contestadores do sistema foi doloroso envergar o novo velho figurino, rever posturas e assumir conceitos apontados pelos gurus da modernidade como  o máximo promissor do desempenho.

Porém nos espanta que apesar de vivermos  na era da qualidade total e da valorização do planejamento como um todo, cada vez mais se desprestigia a importância do projeto arquitetônico nas construções. E o que é projeto senão o planejamento estratégico de uma obra ?

Não nego estar  havendo uma expansão de mercado e a popularização da profissão em parte pela performance dos novos arquitetos e designers nas mostras e revistas. Nesse aspecto foi muito positivo a criação de dois cursos de arquitetura em Sergipe.

Contudo há controvérsias pois, ao mesmo tempo  que vivemos esse processo observamos, nós arquitetos, que tentam nos restringir ao campo da decoração, como se fôssemos apenas profissionais da estética…Temos visto, e muito, na hora  de se planejar um empreendimento  a supervalorização dos projetos complementares em detrimento da concepção arquitetônica.

É o privilégio da técnica sobre a criação…

Só para esclarecer somos nós, arquitetos, os profissionais habilitados a pensar  do urbano ao imóvel em si, com  anos de formação dedicados ao planejamento. Somos os profissionais da pesquisa, do estudo da ergonometria, do conhecimento humano e da tecnologia, capacitados para solucionar questões da funcionalidade, estética e, entre outras tantas, custos…

E aí falamos de economia. Projeto é, de fato, investimento e não custo, pois além de economizar na racionalização de recursos, a obra acontece  sem improvisos e você terá um imóvel valorizado e quando você valoriza um imóvel valoriza também a sua rua, o bairro, a cidade…

Agora um bom projeto executivo requer além de profissionais competentes, tempo de maturação, compatibilização dos diversos projetos complementares e análise criteriosa por parte do contratante.

Projeto existe para ser analisado enquanto está desenhado no papel, este é o momento das modificações e ajustes. Alterações durante a obra  interferem no processo com desperdícios de tempo, material, mão de obra e geram prejuízos maiores que a sua inexistência. Existe no  ramo um jargão conhecido como ‘engenheiro de obra pronta’ , aquele sujeito que espera a conclusão da obra para poder botar defeito. Já não é mais o momento.

Nos países desenvolvidos levam-se naos projetando para se construir em meses.  Aqui no Brasil na maioria das vezes somos chamados com os pedreiros  já no terreno.

À engenharia cabe agregar informações no referente a super e infra-estrutura, os denominados Projetos Complementares, além de indicar  tecnologias construtivas adequadas ao empreendimento, enquanto à arquitetura cabe a concepção, criação o que  costumamos chamar de  Projeto Mãe que na verdade detona o início do processo desde a fase de captação de recursos.

Construções de improviso geram produtos de resultado duvidoso e pode se transformar numa grande aventura com conseqüências desastrosas.

Dizem ser uma das grandes causas de falências, divórcios…


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