Redescobrindo Sergipe

Publicado em:Redescobrindo Sergipe- dez 10, 2010 Nenhum comentário

Na década de “80″ a redescoberta de recantos e praias como Trancoso, Arraial D’Ajuda, Arembepe, Francês, Barra de São Miguel, Porto de Galinhas, Genipabu e Canoa Quebrada transformaram o Nordeste na mais atraente opção turística do país.

Conhecidas inicialmente como roteiro alternativo nos “anos 70”, estas praias ficariam famosas a partir de 1980, graças a viajantes desbravadores como Gabeira, e passaram a fazer parte dos tradicionais pacotes turísticos, transformando cidades como Porto Seguro, Maceió, Natal e Fortaleza em importantes pólos turísticos.

Apesar do “boom”, o circuito de praias nordestinas atingiu a princípio apenas o turismo interno, ficando a fatia internacional restrita a cidades como Salvador, Fortaleza e Recife e  recantos paradisíacos como Itacaré, Trancoso e Porto de Galinhas.

Já nos anos “90” com o agravamento da violência no Rio de Janeiro e a redescoberta da Bahia, através da música, Salvador preparou-se para assumir o papel de “Porta de Entrada” do turismo internacional no país, papel que coubera ao Rio e que deverá sr resgatado com a Copa e Olimpíadas.

Diversos investimentos foram realizados com este objetivo na Bahia sendo, no entanto, o de maior repercussão a restauração do “Pelourinho” apresentado ao mundo durante a Conferência Ibero-Americano (93), que colocou Salvador definitivamente no circuito internacional e mais recentemente o tatamento da Praia do forte.

Durante todo esse tempo, pelas suas características paisagísticas peculiares, Sergipe permaneceu a reboque, realizando investimentos apenas na área de hotelaria, visando o turismo excedente de Maceió e Salvador, o de descanso e pernoite.

Só recentemente houve um incremento da atividade, através da realização de intervenções atrativas como o Projeto Orla,  fora a consolidação dos Mercados como grande atração com o Forrocaju e mais recentemente a construção das pontes, o restauro do Palácio Museu Olímpio Campos e finalmente o reconhecimento da Pça São Francisco pela UNESCO. Já o Teatro Tobias Barreto, integrado ao Centro de Convenções, continua  a privilegia o turismo de negócios.

Mas Sergipe não é apenas São Cristóvão, Laranjeiras ou Aracaju. Temos muito mais, temos um imenso Patrimônio Histórico e Cultural, que tombado, dorme o sono da bela adormecida e as paisagens naturais são sistematicamente agredidas e descaracterizadas.

E nós apaixonados pelas belezas da nossa terra assistindo a tudo impotentes…

É preciso bagunçar o coreto e fazer do turismo em Sergipe uma atividade economicamente lucrativa, que movimente o comércio, viabilize a preservação cultural do artesanato e o folclore sergipano, gerando muitos pequenos negócios.

Após tantos investimentos no ramo de hotelaria, precisamos agora com a interligação com a Linha Verde e a provável melhoria do aeroporto , trabalhar uma imagem turística e de atrações para o Estado que aumente a permanência do turista em Sergipe justificando os investimentos realizados.

Precisamos, antes de tudo nós sergipanos “Redescobrir Sergipe”, reconhecer o nosso potencial turístico, definir quais as atrações que mais o caracterizam e valorizá-las através de pequenas intervenções e parcerias, criando assim uma imagem característica do Estado.

Turismo é antes de tudo invenção!


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